ABE BARRETO – escritor/poeta

ABE BARRETO
– TAKAS, Luís Cardoso
– António Borges

Foto AlbAraújo

Três escritores timorenses no Espaço por Timor, num evento e homenagem ao Abe Barreto, organizado por TAKAS: um escritor que promove a presença e a comunicação de outros escritores; para que apareçam mais comunicadores e escritores timorenses; escritores timorenses para que? Não respondemos. Que cada um, timorense ou CPLP, responda. Que responda, se considerar que tem importância. Foto AlbAraújo

Abe Barreto autodefine-se VAGABUNDO. Vagabundo, expressão tanto mais intricante e provocador quanto uma expressão vulgar apropriado por um poeta. Um poeta e escritor que, sendo da geração da década de 60 (1960), faz de ponte, de continuidade da História timorense, entre a geração da década de 10 – aqueles que começaram a sonhar com independência e com a formação de Quadros Timorenses – e a geração de 40 – aqueles que começaram e levaram a cabo o processo da independência; faz de ponte entre estas duas gerações do passado e as próximas gerações de 80 e 2000, e gerações ilimitadas e ilimtáveis. Uma visão Abe Barreto, entre o poético, o filosófico e também o estratégico.
Foto AlbAraújo

Abe aparece ser também como uma reencarnação do Sócrates da Escola Socrática – aquele que espicaça os dormentes a despertarem do seu sono talvez letárgico… Despertar, em especial, a juventude timorense, que assume com parceira da sua caminhada – o caminhar da visão dos LiaNa’in de Hohulo, Aileu: “Raia ni Lolain; Nam MretMret ni Lolain” – o caminhar da Terra; o caminhar de todas as coisas. Abe e o seu grupo, de candeia nas mãos, vagabundeiam pelo território (não ficam presos às cidades, escravos da circulação de dinheiro, de riqueza, da corrupção grassante, diz-se, em certas classes sociais… ).

Felicitamos também os três músicos, que participaram neste EVENTO de escritores timorenses ou neste ADVENTO do poeta e escritor Abe: José Amaral, Responsável da Secção Cultural e Consular da Embaixada da RDTL, Kailimak e Nuno Castilho.

Quem leu, ontem 31jan2013), a primeira redacção desta notícia ou crónica, viu que cometi um grande lapso. E disto peço desculpas ao Takas. A culpa tem, porém, uma razão. É que, este tipo de eventos deveria ser (também) da Embaixada da RDTL em Lisboa. Por lapso e inconscientemente estava eu a pretender que a Embaixada se apropriasse do mérito ou instrumentalizasse o facto. Afinal, a representação oficial do Governo de Timor L/L não esteve presente, nem se fez representar. A garrafa do Porto de Honra saiu do orçamento pessoal/familiar do músico, cantor, guitarrista e animador cultural José Amaral, não enquanto Responsável da Secção Cultura e Consular da nossa Embaixada. E a actuação do José Amaral, bem como do Kailimak e do Nuno Castilho, foi (mais) uma revelação. Foto AlbAraújo

Esperemos que, nas futuros eventos, apareçam (aparição) mais revelações: revelações de pessoais e de grupos não apenas musicais mas também de todo tipo de artes de que o engenho timorense for capaz. Estas revelações poderão constituir, por um lado, epifanias do Povo Timorense na Diáspora e, por outro lado, acções/contributo da Diáspora para o Interior. Nesta última perspectiva, referimo-nos à importância de formas de remessas da Diáspora para o desenvolvimento nacional ou, mais em concreto, para a realização do PED 2011-2030 (Plano Estratégico de Desenvolvimento).

Referimo-nos ao aluguer de CONTENTORES (Foto AlbAraújo) que coloquem no território todo o tipo de material didáctico para todas as instituições formativas e educativas (escolas, institutos superiores técnicos e profissionais, universidades, bibliotecas escolares, universitárias e nacionais, laboratórios, etc.) e para todas as iniciativas empreendedoras (empresas nacionais e estrangeiras). E, a propósito, pensar que cada contentor, de acordo com o orçamento actual de uma das empresas transitárias, custa entre 4.000,00 € a 4.500 €!

Felicitamos e agradecemos os três escritores por terem aceite o nosso convite para participar no Encontro de Escritores Timorenses e Moçambicanos, encontro organizado pelo Instituto de Estudos Académicos para Seniores (IEAS) da Academia das Ciências de Lisboa, encontro previsto para os meados do próximo Abril. ACL Salão Nobre, foto AlbAraújo ACL Claustro, Foto AlbAraújo

Enquanto alunos do IEAS (Josefina, Osvaldo e Maria Augusta, dois timorenses e dois professores portugueses), aproveitamos, desde já, para convidar todos os amigos e interessados para este encontro de escritores lusófonos. IEQS , Conferências – Foto AlbAraújo

Abe regressou no dia seguinte, dia 20, mas estará de novo em Lisboa para participar no I Congresso da Cidadania Lusófona, nos dias 2 e três de Abril do corrente ano. Foto AlbAraújo

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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