CASA DE TIMOR em DILI e em LISBOA

CASA de TIMOR em DILI (1939) e em LISBOA (1972)

 

CASA DE TIMOR

A Casa de TIMOR DILI E em LISBOA

Alberto Araújo

04mai2014

 

1. É desde Setembro 1983, quando cheguei de Roma, onde vivi 10 anos, que, por muitas razões, tenho andado à procura do que é, para quê, como, quando, quem, etc. sobre a CASA DE TIMOR.

2. Ainda em Roma, sabia da existência desta intrigante CASA. E imaginava uma série de coisas, de fantasias. Mas, então, a já não existia. Conheci bastantes colegas que a frequentavam e que faziam dela um espaço de encontros: encontros que, para alguns, teceram laços duradouros, duradouros até hoje e, possivelmente, para sempre.

3. Imaginava que era ali que se encontravam os fervorosos anticolonialistas timorenses, defensores incondicionados e incondicionáveis da independência nacional. Alguns com bandeiras partidárias orgulhosamente desfraldadas; outros com o livro vermelho de Mau-Tse-Dung, qual nova Bíblia, debaixo dos braços e a apregoar as novas NOVAS de palavras sagradas de independência contra a colonização, de liberdade contra opressão, de democracia contra a ditadura, de proletariado contra o patronato, os capitalistas, dos explorados contra os exploradores, dos alunos contra os professores, da(s) mulher(es) contra o(s) marido(s), dos filhos libertados dos pais, de novos valores contra os valores tradicionais/antiquados/retrógados, de sem religião contra o “ópio do povo”. Enfim, alguns, ainda hoje se orgulham de ter continuado a fazer; outros, porém, não deixam de escapar alguma coisa/coisinha: coisas que pensam, mas não dizem; coisas que não teriam feito ou teriam feito de outra forma; coisas para o povo timorense em nome do “povo maubere”.

4. Imaginava, simples imaginação, e, por isso, creio que ninguém se ofende, nem proíbe que alguém, numa sociedade democrática, possa imaginar coisas, ou mesmo proibir falar de suas imaginações. Pois, imaginava cenas semelhantes àqueles da Fábula de La Fontaine – O Leão e os Outros Animais (Temas e Debates, Actividades  Editoriais L.da, Lsboa, 1999 (ano do Referendo timorense), pág. 45):

“(…)

Veio o leão, rugiu,

Fez do preso animal quatro bocados,

E disse: “A conta é certa;

Pertence-me o primeiro

Por me chamar leão;

O segundo quinhão,

Por ser forte; o terceiro,

Também por ser valente.

E se alguém tocar no quarto,

Dá-me um banquete mais farto…

Prova-me as garras e o dente!”

 

5. Mas, em Timor, não há leões. Não há verdadeiros leões, por que, caso contrário, já não teria sobrevivido algum “Mau Bere”: de um milhão e cento e … mil habitantes, não teria sobrado um e os próprios leões teriam acabado por desaparecer, migrando para a Indonésia, para a riquíssima e generosa Austrália ou para os países anglo-saxónicos, para Europa, mas, talvez, não tanto para os Irmãos da CPLP. (Imagino que, aqui, os leões não só não terão migrado, como se devem ter afirmado de forma subtil, como convém à gente e a países desenvolvidos).

6. Se alguém tiver coragem de passar da simples imaginação a factos, talvez possa experimentar a utilizar a sabedoria hebraico-cristã: “pelos frutos conhecereis a árvore …”. Que se cuide, porém, de aplicar as (com)sequências desta sabedoria: “Toda a árvore que não der bons frutos, será arrancada e deitada ao fogo”.

6.1 – O facto é que, repetindo, a Casa de Timor em Lisboa já não existe. Nestes últimos anos, tenho andado indagar junto a várias pessoas, incluindo os tais frequentadores da Casa e alguns políticos bem posicionados durante a problemática fase de transição em Portugal, sobre as razões do desaparecimento de uma referência tão importante para os timorenses e também para os portugueses, pelo menos para nós os da zona de Mambae. E a Casa é tão importante quanto afirmou o Mestre João Nunes na Conferência do CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense) em Melbourne, 5-9abr1999: “Quem não pertence a uma casa/knua, não é timorense”. Mas, ninguém se lembra concretamente tanto de quem, para quê e para quem, do porquê e do como foi criada e desapareceu.

6.1.1 – Entretanto, podemos imaginar um conjunto de razões do desaparecimento. A primeira, nenhum leão conseguiu rugir mais forte que os outros. A segunda, um clima de anarquia na proclamada democracia, no país e no espaço. A terceira, o desaparecimento do criador – a política de Salazar, o ditador. A quarta, o incumprimento das condições legais sobre o registo e sobre a gestão da Casa. A quinta, o abandono. A sexta, a apropriação privada (o saque) do seu património, por exemplo,  livros com carimbo “Casa de Timor”. A sétima, a falta ou insuficiência de recurso financeiros dos inquilinos: situação acabrunhante de de quem se vê longe da terra natal, fugido para não ser vítima de uma guerra civil e fratricida; ou experiência do vazio de quem perde bolsa de estudos e se vê numa encruzilhada de passagem entre o passado e o futuro, um futuro incerto,  mas apenas certo numa coisa há muito ansiada: a liberdade, seu fascínio e também inquietação. A oitava, a liquidação pelas entidades competentes – Finanças, reordenamento da cidade pós-revolução de 25 de Abril de 1974; a este propósito, passou pelas mãos de uma pessoa amiga, funcionária de Finanças, Tribunal Administrativo Fiscal – Tribunal Tributário Primeira Instância, o contencioso de uma dívida de telefone  daquela que foi a Casa de Timor. casatimorlisboa1casatimorlisboa2

7. Finalmente, descobrimos, com a maior das satisfações, no “Espaço por Timor”, Rua de São Bento, nº 182-184, Lisboa, por sinal, ao lado da Assembleia da República,os estatutos da casa, dos quais passamos a transcrever os seguintes alguns artigos:

“Artigo 1º – 1. A Casa de Timor, associação dos naturais da província de Timor e dos que nela são residentes e das entidades e instituições que material ou espiritualmente se encontram ligado à província, rege-se pelos presentes estatutos e pelos regulamentos aprovados em assembleia geral.

2. A Casa de Timor tem a sua sede em Lisboa.

Artigo 2º A casa de Timor visa fins de ordem social, cultural, recreativa e esportiva.

Artigo 3º Para realizar o seus fis de ordem social, a Casa de Timor promoverá:

a) A colaboração, na metrópole, das pessoas físicas e colectivas suas associadas;

b) A propaganda e divulgação de Timor;

c) O contacto permanente entre os seus associados de modo a fortificar os elos que os devem unir para exaltar o sentimento de solidariedade entre todos;

d) A organização de um serviço de assistência à invalidez e à doença dos sócios ou de indivíduos naturais, residentes ou ex-residentes em Timor, que a direcção delibere auxiliar;

e) A promoção de festas sociais e de outras diversas diversões;

f) A organização de censo das pessoas e das instituições referidas no artigo 1º, residentes ou com sede na metrópole;

g) A organização de serviços de informação e de outros, de interesse dos seus associados;

h) A criação de lares na metrópole para estudantes e funcionários de Timor.

Artigo 4º Para realizar os seus fins de ordem cultural, recreativa e desportiva, a Casa de Timor promoverá:

a) A realização de conferências, exposições, sessões de cinema, propaganda, excursões e visitas a Timor;

b) A criação de uma biblioteca e de um gabinete de leitura;

c) A divulgação de artesanato timorense e a existência na sede de um mostruário de produtos de Timor;

d) A publicação de um boletim denominado Casa de Timor;

e) a Criação das condições necessárias para a prática de desporto pelos seus associados e familiares.”

7.1 – Nota final, pág. 24: “Os presentes estatutos foram aprovados por despacho de Suas Excelências o Ministro do Interior e o Ministro do Ultramar, respectivamente de 27 de Julho e de 4 de Maio de 1972, e publicados no Diário do Governo, 3ª série,, nº 193, de 19 de Agosto do mesmo ano.”

7.1.1 – Se estão correctos os dados publicados no Google (Abril/2014), o Ministro do Interior entre 19ago1968 e 7nv1973 foi António Manuel Gonçalves Rapazote. E Ministro do Ultramar/Colónias, entre 19mar198 e 7nov1973, foi Joaquim da Silva Cunha. Por outro lado, o Governador de Timor, entre 1972 e 1974, foi Fernando Alves Aldeia.

7.2 – Quanto à localização, não vem referida nos estatutos. Do que consegui apurar, depois de várias e longas tentativas, é que a Casa de Timor em Lisboa teria sido na Rua Antero de Figueiredo, nº 2 – 5º andar. O meu pessoal agradecimento a quem me forneceu esta informação. Espero que, em breve, alguém venha a confirmar ou corrigir este dado.

 

 

A Casa de Timor em Timor, Dili

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Casa de Timor em Dili. Foto de Gonçalo Pimenta de Castro, As Minhas Memórias, vol. 3, Lisboa, Ed. Expansaõ, 1950, pág. (a completar). Fotocópia da Biblioteca Nacional. Foto publicada também por Fernando Figueiredo, Timor – A Presença Portuguesa (1769-1945), Ed. Centro de Estudos Históricos, Universidade Nova de Lisboa, 2011, pág. 273

 

8. Frequentando a Biblioteca da Sociedade de Geografia em Lisboa, em busca de razões últimas de alguns acontecimentos marcantes da História de Timor, comprei um fascículo intitulado: “Bibliografia do Ultramar Português existente na Sociedade de Geografia de Lisboa. Fascículo III – Timor. Publicada em anexo ao Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, 1961. Depois de tantos anos de procura, desde a minha chegada a Lisboa em 1983, facilmente se pode imaginar a enorme satisfação e o espanto que a seguir me invadiu o espírito.

8.1 – Espanto, porque o referido fascículo, na secção “Vária”, referia: “Casa de Timor (em Lisboa). In Bol. Geral das Colónias. 1939. Lisboa. Nº 168, pp. 107.” O que acabei por verificar com a fotocópia do documento é que, com enorme surpresa, não se trata, afinal, da Casa de Timor em Lisboa, mas, sim, da Casa de Timor em Dili.

8.2 – Se, para a Casa de Timor em Lisboa, crida em 1972, as questões que me coloquei no Ponto 1 dificilmente tinham eco na memória dos interlocutores, estava a sentir que, a fortiori, mais dificilmente viria a descobrir detalhes sobre a Casa de Timor em Dili, criada em 1939, a uma distância de 75 anos. Afinal, é natural ser assim a memória humana. Só os nossos LiaNa’in encontraram formas de minimizar esta lei natural implacável.

9. Coincidência! Coincidências são fenómenos que tenho constatado ao longo da vida pessoal. E gostava de saber da vossa experiência, Nai LiaNa’in. Creio que fazem parte do processo de incubação, no âmbito tanto do desenvolvimento (caminhar, lolain)  pessoal (ontogenético) como do desenvolvimento global. Desta vez, e no caminho da Casa de Timor, aconteceu que participei numa reunião de trabalho, coordenado por Luís Pinto e Maria José Afonso, no Espaço por Timor, a 14jan2014, tendo como tema: “Arquivos de Timor”. Entre os muitos convidados, a maior parte dos quais não compareceu, estava o Prof. Doutor Fernando Augusto Figueiredo, Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa. Foi com emoção que recebi a oferta do volume da sua Tese de Doutoramento, intitulado: “Timor – A Presença Portuguesa (1769-1945”, com Prefácio de Fernando de Sousa e de D. Carlos Ximenes Belo, Ed. C.E.H. ,UNL, 2011. No final da reunião, solicitei para o autor publicar um novo volume sobre “Timor – A Presença Portuguesa (1945-2014)”.  Fiquei com pena de ouvir um sussurro de desabafo, destas mágoas que nos ficam na alma e que, só por lapso, nos escapam da boca: “Dificilmente voltarei a Timor para fazer a pesquisa!” Por entre as meias palavras, estava eu a sentir que, tanto em Timor como em Portugal, perante problemas tão complexos e urgentes, os responsáveis devem pensar que não tem interesse a História do passado; creio que ninguém pensaria no argumento de falta de recursos económicos, quando se trata do interesse nacional de ambas ou de todas as partes.

10. Ora bem, o facto é que foi através desta oferta que descobri na Biblioteca Nacional de Lisboa mais detalhes sobre a Casa de Timor em Dili. Já agora, outra coincidência. Aconteceu que, o actual Presidente da UCCLA (União as Cidades Capitais de Língua Portuguesa), Secretário-Geral Dr. José Ramalho, na sua Comunicação por ocasião do recente II Congresso da Cidadania Lusófona (16abr2014) na Sociedade de Geografia (ver nosso Sítio: http://www.timor-diaspora.com ), referiu o fenómeno narrado por Fernando Figueiredo no seu livro. E estou a utilizar a expressão fenómeno porque constatamos os factos, mas desconhecemos o que está por trás, o antes e o depois, esperando que alguém conhecedor do enredo venha a preencher a lacuna.

 

11. A Casa de Timor em Dili, de acordo com “Timor – A presença Portuguesa (1769-1945), pp. 272-280, foi criada no contexto da “crise internacional de 1929”. Dado que nos encontramos numa nova crise internacional, vamos citar Fernando Figueiredo, tendo em vista semelhanças e soluções entre os dois momentos históricos:

“Em Portugal, sanear o comércio era uma das medidas que se inscreviam no combate à crise. Mas, a complexidade de que esta se revesti, exigia que se agisse depressa e em várias frentes. De facto, a antecipação da promulgação do acto colonia, em 1930, relativamente à Constituição de 1933, visava já dar ao Ultramar uma administração de conjunto que lhe permitisse resistir melhor às repercussões esperadas.

A seguir ao Acto Colonial, uma série de determinações e acções procuraram, em conformidade, das bases sustentáveis à unidade económica imperial definida naquele diploma legal, de modo a aproximar todas as parcelas do Império, numa altura em que a situação tendia a arrastar as nações para um proteccionismo e um fecho em si próprias. A solidariedade e a complementaridade entre as partes, em tempo de dificuldades, constituíam elementos favoráveis a essa concretização.

Com a finalidade de aproximar as  partes, refiram-se: a realização, em 1934, da Exposição Colonial Portuguesa, no Porto; a criação das Casas da Metrópole, nas colónias, e das Casas do Ultramar, na Metrópole, visando um melhor conhecimento mútuo e o estreitamento de relações comerciais; as novas disposições pautais, concedendo protecção geral à importação de tabacos, açúcar, arroz, etc., nos territórios ultramarinos, de modo a implementar o comércio intercolonial; e a abertura dos mercados metropolitanos aos géneros coloniais. (…) foram criados vários organismos de coordenação naqueles territórios, principalmente comissões reguladoras e juntas.”

12. Estas propositadas longas citações permitem-nos compreender os “Tópicos” da Casa de Timor em Dili, publicados “In Bol. Geral das Colónias. 1939. Lisboa. Nº 168, pp. 107

“Antes de retirar para Lisboa, o sr. governador de Timor instituiu a “Casa de Timor”, cujos principais tópicos são os seguintes:

É ciada a “Casa de Timor”, que fica desde já instalada no edifício para esse fim construído pela comissão organizadora dos Festejos do Ano XII da Revolução Nacional, no Jardim Vasco da Gama com a frente para a Avenida Sá da Bandeira, na cidade de Dili. (…)

A “Casa de Timor” destina-se a estimular, melhorar e proteger, obtendo boa e remuneradora colocação, os produtos e artefactos indígenas. Para esse fim deve manter uma exposição permanente dos produtos manufacturados pelos indígenas da colónia e missões católicas de Timor, tais como bordados, tecidos, jóias, cerâmica, alfaias e todos os outros produtos incluindo os agrícolas, que a sua comissão administrativa repute dignos de ali figurarem. (…)

Compete à “Casa de Timor”, não só fazer uma larga propaganda junto dos indígenas para conseguir acelerar o ritmo da sua produção, mas também no exterior, fazendo para isso o seu reclamo e tornando êsses produtos conhecidos na metrópole, por intermédio da Agência Geral das Colónias e nas vizinhas possessões holandesas e inglêsas.”

12.1 – O nome do Governador não vem expresso no documento, mas, através da Lista dos Governadores de Timor (Cf. Google), creio que, entre 1937 e 1939, foi Álvaro Eugénio Fontoura.

13. O intuito de fundo destas longas citações  é focar, para já, duas coisas: Primeiro, objectividade histórica, pelo menos em relação a projectos lançados num determinado espaço e tempo. Segundo, dar continuidade à História, tendo presente o passado, na construção do presente e do futuro.

13.1 – Questão de objectividade da História. O que pretendo muito simplesmente dizer é que, observando os dois projectos da Casa de Timor, já desde a crise de 1929 e antes da Segunda Guerra Mundial, antes ainda de a ONU avançar para o processo de descolonização em 1940, a política portuguesa de Salazar, já dava passos no sentido da actual CPLP, tentando desenvolver uma autonomia económica e financeira e, em particular, aproximações entre as colonias e das colonias entre si.

13.1.1 – Em tempos de luta pela autonomia e independência/autonomia nacional, parece-nos natural e estratégico atribuir todas as culpas ao colonizador. A seguir a esta fase, parece-nos também natural alguns com reais ou simulados traumas de colonização, continuem a usar tais argumentos de culpabilização.

13.1.2 – 40 anos após a independência nacional dos restantes estados da CPLP, ou 12 anos após a de Timor-Leste/Lorosae, parece-nos ter chegado o tempo de olhar uns para os outros num clima de igualdade e fraternidade. Grandes e pequenos, mais velhos e mais novos, mais ricos ou com menos recursos, desde Minho a Tata Mai Lau: somos iguais e diferentes ou somos diferentes e iguais. Cremos que, quem preferisse servir-se da sua situação privilegiada de ser maior que todos os outros, ou mais velho, ou mais rico, etc., para, de qualquer forma se sobrepor aos outros irmãos, seria analogamente colonizador ou neocolonizador. Cada um deveria assumir uma posição ou atitude de forma proporcional às suas reais potencialidades e também às suas reais limitações.

13.2 – Mas, o que acabámos de dizer não passa daquilo que muitos têm dito e repetido, alguns concordando e outros discordando.

13.2.1 -Não trago aqui a questão da Casa de Timor em Dili e em Lisboa apenas pelo gosto ou necessidade de falar da história, de recordar o passado. Até acreditamos, como tantos outros, que não se pode entender e construir o presente e o futuro sem o passado, cortando com o passado.

13.2.2 – A nossa intenção é simplesmente ver se: a) O que aconteceu no passado pode voltar acontecer no presente ou no futuro. b) O que ficou incompleto no passado poderia ser completado no presente ou no futuro. c) O que não se conseguiu concretizar no passado pode ser concretizado hoje ou no futuro. d) O que não foi bem feito no passado pode ser melhorado hoje ou no futuro. É neste sentido que colocamos a seguinte questão: Recuperação da Casa de Timor. casatimordiliigrejacasatimordiliponte020

 

Fonte das fotos – Igreja Paroquial de Dili e Ponte: Biblioteca Nacional, Gonçalo P.Castro, op cit, pág. (a completar)

 

 

14. REEDIÇÃO DA CASA DE TIMOR. Esta é a pretensão fundamental desta espécie de crónica. Não se trata já de projectos de 1939 ou de 1972, mas, sim, de um projecto contemporâneo e de futuro, 40 anos depois da descolonização ou 12 anos depois da independência nacional de do benjamim da CPLP.

14.1 – Na linha do que temos vindo a dizer, desafiamos todos os conterrâneos e os irmãos da CPLP no sentido de, por um lado, desenvolver linhas fundamentais da política de Casa de Timor, e, por outro lado, acrescentar novos projectos que representem uma real novidade ou o real contributo para um sólido e coeso desenvolvimento das oito comunidades/povos e das comunidades lusófonas espalhadas por todo o mundo.

Num próximo artigo, falaremos deste projecto de Casa de Timor em Portugal. E porque não tornar realidade o sonho de que, não apenas em Portugal como em cada uma das restantes nações da CPLP, para além da representação diplomática, haja uma casa de cada membro da Família Lusófona, incluindo Goa/Damão/Diu, Macau, Malaca, enfim, todas as comunidades lusófonas?

AlbertoAraújo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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Uma Resposta a CASA DE TIMOR em DILI e em LISBOA

  1. Fernanda Ferreira diz:

    Excelente trabalho de pesquisa.

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