Timor Leste/Lorosa’e – Uma Lisan LACLÓ MANTELO

 

UMAKAIN-UMA LISAN  LACLÓ-MANTELO

A CASA é ORIGEM E A CONDIÇÃO DA VIDA

(As fotos são do reporter Jimmy Heny da Costa Campos, jovem timorense, livre profissional)

 

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Venerandos Kuku Na’in e Lia Na’in

Queridos Feto-San e Umane

 

Este espaço é uma continuação da nossa primeira UMA LISAN, após a independência nacional, realizada em Seloi, de 24 a 31 de Agosto de 2014. É a continuação de um tempo em que nos reencontramos, FETO-SAN E UMANE, presentes ou fisicamente ausentes, séculos e séculos desde a fundação da nossa UMA KAIN. Estivemos juntos e tivemos presente Bou João Mesquita. É uma forma de, pessoalmente, continuar a estar com cada um, desde os mais velhos aos recém-nascidos, já que o tempo foi tão pouco e a distância e ocupações dificultam. Estivemos juntos e tivemos presentes as restantes Uma Lisan, já realizadas e a serem realizadas, e as suas Uma Kain; tivemos presente a Nação, que hoje somos; tivemos presente o mundo em que vivemos; tivemos presente o cosmos em que estamos integrados e em que continuamos a conviver com os nossos antepassados. É uma forma de partilharmos com todos eles a intensa experiência que vivemos durante os sete dias e as sete noites. lianainjoaoumalisan24umalisan33

 

UMA LISAN é a celebração da UMA KAIN, com um ritual próprio e consagrado, que é a actualização no tempo e no espaço dos gestos/gesta dos primordiais fundadores da UMA KAIN.

UMA KAIN representa a árvore genealógica, que tem como princípio ou raízes e tronco os primeiros fundadores da família/comunidade e como actualidade em cada tempo e espaço, ou seja, como ramos da árvore, cada geração espalhada pelo mundo.

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Foi assim que a minha UMA KAIN telefonou de Timor L/L, dizendo que sou o mais velho da família e que a minha presença na UMA LISAN era um imperativo inadiável.

A propósito, como que um sinal dos tempos, o fenómeno UMA LISAN, desde a independência nacional, tem estado a tornar-se uma realidade imparável em todo o território, representando a reafirmação e a resiliência de cada uma das comunidades/tribos que habitam a ilha desde tempos imemoriáveis. A nossa última UMA LISAN foi realizada antes da chegada dos portugueses à ilha. É fácil de entender que durante os quinhentos anos de convivência com estes, ou se se preferir, durante o tempo da colonização, que pouco a pouco se tornou reciprocamente colonizadora, estes tipo de eventos foram proibidos ou realizados de formas menos completas ou visíveis. Contrariamente ao poder colonizador, o actual poder reconhece, promove e até subsidia, em certa medida, este evento de expressão identitária. E, efectivamente, representantes do governo central e do governo local estiveram presentes na cerimónia da inauguração da Uma Lulik. A televisão e os meios de comunicação social fazem ecos constantes destes acontecimentos.umalisan28

umalisan9A nossa UMA LISAN durou, obrigatoriamente, uma semana inteira: de 24 a 31 d Agosto de 2014, incluindo o dia de avaliação. Da UMA KAIN, vieram pais, filhos, netos e bisnetos, de uma ponta à outra da ilha, da Austrália, da Indonésia, de Portugal… Contrariamente a cavalo ou a pé como nos tempos antigos, vieram em viaturas próprias, umas com categoria superiore às outras; vieram em camionetas carregadas de porcos, búfalos, cavalos, cabritos e de tudo o necessário para o convívio de uma semana; chegavam com enorme alarido, com bidus (dança) e tebedais. Foi assim que eu pude rever os filhos dos meus irmãos e das minhas irmãs e, pela primeira vez, conhecer os meus netos e bisnetos – uma enorme rede espalhada por todo o mundo.umalisan19umalisan20

Durante uma semana, ficaram alojados, por agregados familiares, em tendas cobertas por lonas, dormindo no chão coberto com uma camada minimamente confortável de palha seca de arroz. Nenhuma família podia ausentar-se sem deixar, pelo menos, um representante reconhecido pelos organizadores/donos-da-casa. Em síntese, três foram as entidades indispensáveis na realização da UMA LISAN: os donos da casa, que tomaram a iniciativa de organizar o evento, contactando atempadamente e de acordo com as regras costumeiras, todas as famílias inerentes; a rede de famílias Feto-San; a rede de famílias Umane. A locação de cada família obedece a estatutos adquiridos ao longo dos tempos.

O contributo de cada rede de famílias está rigorosamente estabelecido desde sempre. A rede das famílias dos filhos/maridos, designada por FETO-SAN, traz porcos; a das filhas/esposas, designada por UMANE, traz búfalos e cabritos; todos trazem dinheiro, estipulado pelos DONOS/Organizadores do evento/UMA LISAN.
Uma parte deste contributo é destinada para a TROCA entre FETO-SAN e UMANE; uma outra para as cerimónias/rituais; a restante está calculada para o tempo do convívio. Sendo TROCA, torna-se natural compreender que as famílias FETO-SAN só podem levar para casa ou consumir aquilo que trazem as UMANE; e vice-versa. O equilíbrio desta operação é extremamente complexo e só princípios e regras consagradas pela tradição e pelo consenso conseguem a necessária simplificação e acordos entre as famílias.



umalisan34umalisan35As cerimónias e os rituais são presididos pelo LIA NA’IN e pelo KUKU NA’IN. O Lia Na’in é o detentor, vigilante e transmissor de toda a sabedoria e de todo o saber herdado dos antepassados, procurando a sua adaptação às conjunturas de cada tempo e espaço e congeminando o seu papel na construção do futuro. O passado, o presente e o futuro só podem ser compreendidos numa visão de conjunto, não se podendo separar um momento dos outros, assim como não se pode separar as partes (raiz, troco e ramos) umas das outras. Trata-se de um CAMINHAR entre/do passado, presente e futuro (Raia ni lolain – o caminhar da terra; enfim, sauna mret mret ni lolain – o caminhar de todas as coisas).

A Casa, que ficou consagrada e Sagrada, onde foi realizada a UMA LISAN, começou a ser construída em Maio de 2013. A recolha do material e cada parte e fase da construção obedecem a regras e a rituais estabelecidos desde sempre – desde os alicerces, às colunas e respectiva localização segundo os pontos cardeais, ao corpo, à cobertura e ao remate de todo o edifício; é com esta última parte que se dá por terminada a construção, coincidindo com o final do EVENTO.

Num determinado momento do cerimonial, todos os representantes das famílias cumprimos o beija-mão a um grupo de pessoas – anciãos, adultos e jovens – sentadas num estrado central, estruturalmente construído para o efeito. Eram os Liurais, aqueles que detinham o poder de decisão sobre tudo.

umalisan22umalisan21Para além deste houve outros momentos fortes. Momento de recepção aos participantes, onde, juntamente com os organizadores/Uma Nain, senti a felicidade de os receber, abraçar e beijar um por um. Momento de dar, em que os participantes, simbolicamente, entregam, através do Lia Na’in e do Kuku Na’in,  tudo o que lhes competia trazer. Momento de rituais sagrados, constituídos por invocação aos espíritos ou aos seres superiores; consagração ou sacralização de cada elemento constituinte da Uma Lulik (Casa Sagrada) e de animais simbolizadores; refeição sagrada (ágape), onde se consomem, obrigatoriamente para todos, os animais consagrados. Momento de receber, quando o Lia Na’in e Kuku Na’in fazem a complexa  redistribuição dos bens trazidos, recebendo uns e outros o que a cada um coube trazer. Momento da consagração e inauguração da Uma Lulik, onde se coloca a peça de remate da Casa (uma peça/tronco escavado, que se coloca no cimo do edifício, para evitar infiltramentos de água da chuva) e quando, finalmente, se pode entrar dentro da Uma Lulik, e realizar os rituais de encerramento do Evento. Momentos de reconciliação e de renovação de laços familiares: são momentos informais, mas que fazem parte dos objectivos fundamentais da UMA LISAN.

O último momento da UMA LISAN é a sua (re)ligação a Hohulu e Raimansu. Estas duas casas constituem o centro e a referência de todas as UMA LISAN e de todas as UMA KAIN (uma=casa; lisan=cerimónia; kain=tronco); representam uma referência tanto para toda a zona de língua e cultura Mambae como para as restantes zonas e culturas multimilenares do território; seria importante ter presente que a zona Mambae ocupa toda a zona central da ilha, desde o mar norte – TASI FETO (mar mulher, por ser mais calmo) ao mar sul – TASI MANE, normalmente revolto e perigoso para a navegação. Quem conhece a História dos habitantes do território sabe que, entre os numerosos reinos e tribos, sempre ou desde tempos ancestrais, têm-se desenvolvido, perpetuado e acarinhado, pactos de sangue e de afinidade; daqui se pode compreender a referida dimensão mundial da nossa casa, que é designada por LACLÓ MANTELO.

umalisan23A UMA LISAN constituiu também uma oportunidade para conhecer o ponto de situação em termos de formação de recursos humanos. O ritmo intenso e inquebrantável do evento não permitiu um levantamento minimamente satisfatório. Fazem parte de LACLÓ MANTELO: dois Bispos – D. Alberto Ricardo, Diocese de Dili; D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau; licenciaturas, mestrados, doutoramentos, especialidades – formações concluídas ou em curso; membros do Governo Timorense; empresários; sacerdotes diocesanos e religiosos; religiosas de diferentes Congregações; uma grande percentagem de jovens.

umalisan25umalisan15umalisan5Nas reuniões, comecei por tratar os mais velhos por irmãos, mas a assembleia corrigiu-me, pedindo para os tratar por filhos. E, surpreendentemente, foi assim que todos me tratavam no momento da recepção da longa e contínua chegada de vagas de grupos familiares, viaturas e camionetas – AVÔ.

 

 

Coincidências culturais

Será por que a mente humana é igual em todas as parte do mundo, diferenciando-se apenas pela forma de a utilizar? (cf. Descarte, Réné). E é também num filósofo francês que encontramos estas coincidências, no pensamento de Joseph de Finance, meu professor de Filosofia na Universidade Gregoriana, Roma.

umalisan4Antípodas entre si, Timor e França, o primeiro orientado por uma cultura primitiva e o segundo por uma cultura moderna e de vanguarda, enquanto numa zona é dia e na outra é noite, encontramos, surpreendentemente, uma visão relativamente coincidente. Da parte do povo Mambae, é a visão e a necessidade imperiosa de (re)ligação ao tempo e aos actores fundadores que obriga – obrigação enquanto condição da ex-sistência (continuar a existir), de vida, de qualidade de vida, etc. – todos os agregados familiares a deslocarem-se para a UMA LISAN. Trata-se da necessidade de se auto(re)ligarem às origens, aos seus fundadores, ao seu ADN primeiro ou primordial. No seu “caminhar” ao longo dos tempos, o homem, tendo perdido a consciência do factor condicionante da sua existência individual e colectiva, a consciência da sua identidade individual única e irrepetível e a consciência da sua identidade colectiva, que a torna diferente de todas as outras. Vem, a propósito, repetir aqui certa constatação de Manuel Castells, O Poder da Identidade, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003, pág. 434:

“Neste fim de milénio (séc. XX), o rei e a rainha, o Estado e a sociedade civil estão todos nus, e os seus filhos-cidadãos vagueiam, em torno de uma série de lares adoptivos, à procura de protecção”, acrescentaríamos nós, à procura de deuses, sobrenaturais, transcendentes…

umalisan12A coincidência com que me deparei em Roma, durante a pesquisa para a tese de Doutoramento em Filosofia, está no capítulo “La Connaissance de l’Alterité” de L’Affrontemete de L’Autre”, De Finance, Università Gregoriana Editrice, Roma, 1973, pág. 9:

“Qu’il s’gisse de genèse réelle ou idéale, si les êtres ne sont pas unifiés à leur origine, ils ne le seront jamais. Car, pour aller à la reencontre les uns des autres, ils ont besoin d’un espace commun; pour que des idées disparates puissent être mises en opposition, ne fût-ce que pour constater leur disparate, il faut un même champ d’intelligibilité; pour que l’objet soit objet-pour-un-sujet, il faut que tous deux soient compris dans une totalité hors de laquelle ils resteraient éternellement étrangers l’un pour l’autre.”

“Que se trate de génese real ou ideal, se os seres não estão unificados em relação à sua origem, nunca o serão. Porque, para ir ao reencontro uns dos outos, têm necessidade de um espaço comum; para que as ideias díspares possam ser postas em oposição, mesmo que apenas para se constatar as suas disparidades, é preciso um mesmo campo de inteligibilidade; para que o objecto seja objecto-para-um-sujeito, é preciso que um e outro sejam compreendidos dentro de uma totalidade fora da qual ambas permaneceriam eternamente estranhos um face ao outro”.

umalisan17Também outro autor, que foi escolhido com o apoio do orientador da tese de doutoramento para pesquisar a ideia da libertação na dialéctica do agir – André Marc e nomeadamente o seu livro “Dialectique de l’Agir, Emmanuel Vite éditeurs, Lutetiae Parisiorum, 1949, no capítulo e no Artigo de “La fin dernière, págs. 81-82″ – refere análoga ideia de relação triangular e multitriangular entre o um, o outros e a totalidade. Esta triangularidade relacional ou multitriangularidade relacional vem expressa através do esquema conceitual, que a seguir reproduzimos e que vem esclarecido noutros espaços.

“Le multiple, au contraire (de l’un), n’a d’intlligibilité, de réalité, que par et dans l’unité. L’étude de lerus relations dévoile donc, à partir du multiple et dépendamment de lui, l’inité puré qui n’en dépend pas et qui n’es pas contaminé par lui. Cette unité tout idéale est une exigence ontloigque du multiple, et de n’importe quel multiple: aussi bien d’une série dont les termes surgissent les uns après les autres sans arrête, que e chacun de ces termes eux-mêmes. Cette unité sans mélange est donc par principe hors série, extraposée au multiple, et, puisqu’elle est sur un autre plan que lui, elle paraît transcendante par rapport à lui, bien qu’il ait de l’analogie avec elle. Nous avons ainsi “la caractéristique d’un terme primnier, non pas en ce ens que nous serions em prénce du premier anneau d’une chaîne ququel tous lesa utres seraient suspendus, à la condition de s’en éloigner peu à peu, mais en ce sens que cheque terme particulier de la chaîne, pris isolément, est relié immédiatement à ce premier terme dont il reçoit, du même coup, l’intelligibilité  et l’être, avant même de pouvoir être rattaché à celui qui le précède et à celui qui le suit dans une série indéfinie” (citando Louis Lavelle, De l’Être, 1928, p. 164, et avec des varientes, 1947, pp. 223-224).

“O múltiplo, ao contrário (do um), não tem inteligibilidade, nem realidade, senão através de e dentro da unidade. O estudo das suas relações revela portanto, a partir do múltiplo e dependentemente dele, a unidade pura que não depende dele e que não é contaminada por ele. Esta unidade-todo ideal constitui exigência ontológica do múltiplo, e de todo e qualquer múltiplo: tanto de uma série cujos termos surgem uns atrás dos outros sem cessar, como de cada um destes próprios termos. Esta unidade sem mistura é portanto por princípio fora da série, extraposto ao múltiplo, e, dado que está num outro plano em relação ao mesmo, parece transcendente em relação a ele, embora tenha analogia com ele. Temos assim “a característica de um termo primeiro, não no sentido de que nós estaríamos na presença do primeiro anel de uma série em relação ao qual todos os outros estariam dependentes, na condição de se poder afastar pouco a pouco, mas no sentido de que cada termo particular da cadeia, tomado isoladamente, está religado imediatamente a esse primeiro termo do qual recebe, ao mesmo tempo, a inteligibilidade e o ser, antes mesmo de poder estar religado a aquele que o precede e a aquele que o segue dentro de uma série indefinida.”Triangrelacioimples2Múltipla triangularidade relacional  photoshop_edited-1

 

 

 

 

 

Seria de salientar que não fazemos estas citações ou outras possíveis para demonstrar inteligibilidade ou modernidade do pensamento dos nossos Lia Na’in, mas, sim e simplesmente, para tentar entrar dentro, exprimir e, assim permitir a compreensão da sua multimilenar visão cosmológica e antropológica: a visão de como cada coisa (“P” – ver esquema conceitual a acima) está relacionada com as outras (“PN” – ver esquema)  e como esta relação se concatena com o todo da comunidade local e mundial (“ T” – ver esquema) e com os COSMOS (“T-PN-P” – ver esquema).

Na verdade, estes dois esquemas conceituais são inspirados pelo pensamento primitivo dos nossos Lia Na’in, são uma tentativa de expressão da estrutura de pensamento e de acção que lhe é próprio desde sempre, um pensamento herdado através da educação e do ambiente em que cada um viveu os primeiros anos da sua existência e desenvolveu consciente ou subconscientemente até determinada idade; e vem desenvolvendo em paralelo ou de forma harmoniosa ou polémica perante a reacção, assimilação e acomodação a novos paradigmas com os quais , inevitavelmente,   se depara na sua abertura ao exterior.

O sentimento essencialmente motivador da participação e todos na UMA LISAN é a convicção expressa por De Finance:  “Qu’il s’gisse de genèse réelle ou idéale, si les êtres ne sont pas unifiés à leur origine, ils ne le seront jamais.” Participar activamente na UMA LISAN, por um lado, é uma questão genética e ao mesmo tempo ideal de unidade e de unificação; uma questão de ser; por outro lado, é uma questão de separação e de anonimato; uma questão de não-ser. A génese real, que vem desde o ADN do casal fundador e dos seus imediatos descendentes está na base da génese ideal (Deus criou Adão e Eva… Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos… ver Génese, Crónicas, Mateus). Enquanto ambas constituem géneses fundadoras, as questões de ser ou não-ser, viver ou desaparecer, de saúde ou de doença, de êxito ou de insucesso nas iniciativas, de alta ou insignificante qualidade de vida, etc., estão condicionadas pelo facto de unidade e de unificação da sua origem individual/pessoal com a origem da UMA KAIN e UMA LISAN.

umalisan29A nossa visão do real e do ideal, veiculada pelos Lia Na’in,  utiliza, desde sempre, a figura da árvore e a figura do “caminhar”. Qualquer parte da árvore que não esteja unida e unificada com o todo (raízes, tronco, ramos, ambiente envolvente) está condenada a morrer. Há um caminhar da árvore que condiciona a natureza do seu próprio existir (ex-sistere), viver e morrer e que condiciona o eventual cognoscente.

(cont.)  albertoaraújoumalisan16

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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3 Respostas a Timor Leste/Lorosa’e – Uma Lisan LACLÓ MANTELO

  1. Fernanda Ferreira diz:

    Experiência única e maravilhosa !

  2. Bernardino Doloroso Siry diz:

    Engracado!!!

  3. Bernardino Doloroso Siry diz:

    “A rede das famílias dos filhos/maridos, designada por FETO-SAN, traz porcos;

    a das filhas/esposas, designada por UMANE, traz búfalos e cabritos; todos trazem dinheiro, estipulado pelos DONOS/Organizadores do evento/UMA LISAN.”

    TAT ALBERTO, baleob, hi sal koson id.
    Ois An-Hine nor manheu ( Hinhat/Feto – San) , rom oid arbaua, biuba, mauna oid ne la ro umane.
    Ois An-mane nor Fad-Ubu (Umaen/Umane) rom oid haiha oid ne la ro hinhat/fetosa.

    Hinhat/Feto-San mu haia.
    Umaen/Umane mu arbaua, biuba, mauna.

    Sen me kase mambae, kase ma hau sal ne au dlo?

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