VISTA OFICIAL DO PRESIDENTE DO PARLAMENTO NACIONAL DE TIMOR LESTE/LOROSA’E, Dr. Adérito Hugo da Costa

VISITA OFICIAL do PRESIDENTE DO PARLAMENTO NACIONAL DE RDTL a PORTUGAL

Dr. Adérito Hugo da Costarecepcaoxanana26092011drecepcaoxanana26092011e

14-21out2016

Albertoaraújo

 

Da Recepção ao Presidente do Parlamento Nacional da RDTL, acompanhado na mesa pelo Presidente da Comissão B, relacionada com a Defesa, Segurança e Negócios Estrangeiros e pela Embaixadora Dra. Maria da Paixão Costa, evento realizado na Messe de Oficiais de Pedrouços (Instituto de Estudos Superiores Militares), registámos os seguintes apontamentos, deixando as críticas e os comentários para os nossos leitores:

– Manifestou o político dever e prazer de estar com os timorenses da diáspora em Portugal.

– Nas Eleições de 2017, TODOS OS TIMORENSES DA DIÁSPORA VÃO PODER VOTAR.

– Não foi possível esta participação eleitoral em 2012 por falta de condições de capacidade por parte do Governo.

– Em 29out2016, o processo eleitoral nacional terá início com as dos CHEFES DE SUCU. Os Eleitores dos 442 Sucus vão poder escolher livremente os respectivos representantes.

– A Constituição Nacional constitui a referência incondicional de todo o processo nacional.

– Apesar de tudo, o Povo Timorense tem sabido escolher os seus representantes.

– Nestes 14 anos de independência nacional, Timor Leste/Lorosa’e tem conseguido avanços em algumas áreas importantes, embora noutras reconheça atrasos. São factos constatados pela comunidade internacional.

– O respeito pela independência da Justiça tem sido incondicional e prioritário.

–  O progresso económico e outros tem sido suportado maioritariamente pelo Fundo Petrolífero (16 biliões de dólares americanos, número flutuante). A transferência do montante necessário para o Orçamento Nacional tem sido controlada e pautada pela transparência.

– O maior investidor timorense tem sido o Estado. O sector privado tem-se revelado insignificante.

– Timor L/L continua a lutar pela rápida definição das suas fronteiras marítimas. O Tribunal Internacional da Holanda reconhece este direito. Potências económicas internacionais continuam, porém, a  travar processo, prejudicando os interesses nacionais timorenses.

– A Educação é um problema sério. A capacitação do capital humano é fundamental para que a sociedade civil possa participar com qualidade em todo o processo de desenvolvimento nacional.

– Não governa o partido que ganhou as eleições, mas, sim, a maioria parlamentar. Timor L/L, no mundo lusófono, antes ainda que Portugal, foi a primeira Comunidade que alterou a prática política até então estabelecida.

– Em 14 anos de independência, a rede nacional de estradas continua má ou péssima. Todo este atraso deve-se à vontade política de preparar as condições necessárias para uma rede de qualidade.

– A liberdade de imprensa é garantida tanto ao nível dos tradicionais meios de jornais e outros como de televisão e da internet.

– Oecussi, num quadro de Zona Especial, representa o projecto de diversificação política. O Estado tem dotado a Zona de um orçamento específico, tendo em vista o maior desenvolvimento possível do Enclave.recepcaoxanana26092011b

 

&. Das críticas que se levantaram no momento, registamos apenas dois, na medida em que são das mais comuns ou frequentes.

– Afirma um dos jovens que, em vez de se orgulhar, com levaria o Presidente Parlamentar a acreditar, envergonha-se de ver o país parado ou atrasado em tantos sectores importantes e cruzar-se com parlamentares nos Restauradores, no Rossio ou pelas ruas de Lisboa.

O Presidente esclareceu que se trata de equívocos ou de falta de informação.     Os governantes vêm sempre com uma agenda apertada. Por outro lado, se se cruzarem com parlamentares nas ruas da cidade, não se trata de turistas, mas de membros do Governo e de técnicos que se deslocam para a Europa e para outros lados dentro de programas governamentais fundamentais de formação.

 

– Afirma um adulto que, com os biliões superávit provenientes do Fundo Petrolífero, o Governo deveria pagar a viagem dos timorenses da diáspora, que vivem em Portugal desde há muitos anos e que não dispõem de meios financeiros.

O Presidente respondeu que, se o Governo quisesse pagar aos timorenses em Portugal, teria que pagar a todos os timorenses da diáspora em todo o mundo.recepcaoxanana26092011cTriangrelacioimples2



Albertoaraújo

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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