MESA-REDONDA ON LINE – DISCURSO DO PM XANANA GUSMÃO EM FIJI – 05ago2013

DISCURSO DO PM XANNA GUSMÃO EM NADI, FIJI – 03ago2013

EXTRACTOS/CITAÇÕES

Foto Joana Araújo, Recepção ao PM Xanana Gusmão e Comitiva, Reitoria da Universidade de Liboa, 26set2011 – Apresentação do Plano Estratégico 2011-2030xananapai26set2011uld

“Liderança, Inovação e Parceria para economias verde/azul do
Pacífico”
(Extractos do Discurso elaborados por COCC TD2012 – Proposta para MESA-REDONDA ON LINE)

1. “Esta é uma importante oportunidade para Timor-Leste se integrar mais activamente com as ilhas do Pacífico, com as quais partilhamos tantas fragilidades, desafios mas também oportunidades.”

2. “Algumas das ilhas-Estado do Pacífico, num passado não muito distante, prestaram uma indispensável solidariedade e apoio a Timor-Leste, justamente no rescaldo da ocupação ilegal do meu país, que durou um quarto de século. Fomos novamente vítimas de actos de violência e destruição, em consequência do Referendo de 1999, que ceifaram ainda mais vidas, destruíram infra-estruturas vitais à construção do país e quase abateram as esperanças do nosso povo cansado de oferecer sacrifícios pela causa da paz, da liberdade e da independência.”

3.” Hoje, no entanto, somos orgulhosamente um Povo e uma Nação em franco crescimento.”

4. “E sabemos, talvez melhor do que ninguém, a importância de não estarmos isolados na procura de soluções para ultrapassar as fragilidades e desafios que se apresentam a um país no seu processo de construção.”

5. “O que aprendemos com a nossa experiência, é que não é possível alcançar o desenvolvimento, nem assimilar os princípios democráticos, sem antes construirmos a nossa própria identidade e determinarmos, nós próprios, o caminho que queremos seguir.”

6. “A comunidade internacional muitas vezes apressada a dar o seu generoso apoio mas quase sempre dividida nas suas abordagens que não respondem às verdadeiras necessidades dos países receptores da ajuda, repito, a comunidade internacional não deve ou não pode substituir a liderança de uma nação, pois ela pertence exclusivamente ao seu povo.”

7. “E, na análise das nossas próprias circunstâncias, vimos que uma liderança que ausculte os sentimentos e conheça as dificuldades das populações está mais capaz de garantir a estabilidade e desenvolver a nação.”

8. “E fomos beber das nossas tradições ancestrais de conciliação das nossas diferenças, através do diálogo. Estendemos a esteira, a que chamamos “nahe biti”, com a participação de toda a comunidade, e envolvemos todos os timorenses na resolução dos nossos desafios, criando verdadeiras parcerias em prol do objectivo comum de paz e desenvolvimento.”

9. “(…) alcançar o ponto de viragem, reflectido no Nosso mote, lançado em 2009, pelo 10º aniversário do Referendo: “Adeus Conflito, Bem-vindo Desenvolvimento”. “

10. “Se hoje Timor-Leste é um Estado viável e em fase segura de construção e consolidação, devemo-lo essencialmente ao nosso Povo que, mais uma vez, está a participar neste processo, com a dignidade que ostentou durante a luta, sob o objectivo de fazer do nosso país uma nação pacifica, tolerante e unida.”

11. “A elaboração do nosso Plano Estratégico de Desenvolvimento, que estabelece o percurso necessário para transformarmos Timor-Leste, em um período de 20 anos, de 5 um país com baixos rendimentos, num país com rendimentos médio-altos, de forma sustentável, foi parte fundamental deste sucesso.”

12. “E é neste plano, senhoras e senhores, que consubstancia a visão do nosso povo e a vontade política dos líderes timorenses, que compreendemos que promover uma “economia verde” é promover o desenvolvimento sustentável.”

13 “Decidimos utilizar o grande potencial económico que temos, graças à nossa riqueza petrolífera e à nossa localização geográfica, investindo nos sectores produtivos – nas infraestruturas, na educação, na saúde, na agricultura e no turismo com vista a transformar uma economia que é agora sobretudo petrolífera numa economia não dependente do petróleo.”

14. “Para nós, o crescimento económico do país só pode ser considerado um indicador favorável ao desenvolvimento nacional, se observar dois princípios fundamentais: a inclusão e a equidade.”

15. “O desafio é imenso: a pobreza dos nossos povos imprime um carácter de urgência à nossa necessidade de crescimento. Mas temos consciência de que esse crescimento não pode ser feito hipotecando os meios de sobrevivência das gerações futuras.”

16. “A mãe natureza tem os seus próprios ciclos que devemos respeitar enquanto hóspedes deste planeta. Salvaguardá-los hoje é garantir a sustentabilidade de uma economia perdurável.”

17. “Por outro lado, iniciámos o processo de descentralização que visa um maior equilíbrio orçamental para as regiões, pela distribuição equitativa de projectos em todo o território, através também de uma gradual descentralização administrativa e de serviços, de forma a estimular o empreendedorismo local pela participação e iniciativa de decisões das comunidades.”

18. “Neste plano, pretendemos proteger o nosso “habitat” secular, conservando a nossa biodiversidade marítima e terrestre, precavendo a pesca ilegal e a destruição dos nossos recursos marinhos. Também pretendemos exercer um controlo efectivo sobre a poluição e sobre os impactos de alterações climáticas, ao mesmo tempo que investimos em projectos de energias alternativas e renováveis para assegurar as nossas necessidades energéticas.”

19. “Os nossos países estão expostos a ameaças cada vez mais inesperadas, ou mesmo aleatórias, obrigando a uma maior capacidade de adaptação e a uma resposta conjunta, através do diálogo, tolerância e entendimento mútuo entre as nações, com uma tónica imperativa de respeito pelas necessidades particulares de cada nação e dos seus povos.”

20. “E foram as economias desenvolvidas que provocaram uma grande crise financeira mundial que não nos permite alimentar grandes esperanças de que a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 venha a ser realizável, a médio prazo. E esses países altamente desenvolvidos permitiram que, nas suas próprias nações, fossem criados 9 problemas, sociais e económicos, muito sérios, atirando milhões para o desemprego e angústia sobre o futuro – como estamos a ver, por exemplo, pela Europa fora.”

21. “Como sabem, Timor-Leste é considerado, pela Comunidade Internacional, um dos quarenta e nove países que as Nações Unidas chamam de “Países Menos Desenvolvidos”. Somos também, pelo Banco Mundial, considerados um dos trinta “Estados Frágeis”.”

22. “No documento conjunto, o “Consenso de Díli”, estabelecemos as nossas prioridades e esperanças para a agenda de desenvolvimento pós-2015 e imprimimos uma agenda mais credível, mais responsável e mais realista para o desenvolvimento dos nossos povos.”

23. “O quadro de desenvolvimento pós-2015 deve portanto garantir um contrato social, promovendo acções integradas em quatro áreas principais: crescimento económico inclusivo, construção da paz e construção dos Estados, alterações climáticas e gestão ambiental.”

24. “É com satisfação que partilho convosco que, graças à nossa participação neste painel de alto nível, conseguimos reflectir estas recomendações no relatório final.”

25. “Afinal temos que ser nós os agentes da nossa própria mudança, porque somos nós os principais ganhadores ou os principais perdedores neste processo.”

26. “Numa reflexão sobre “economia verde e azul” as ilhas do Pacífico têm um protagonismo especial, enquanto tutelares do maior oceano do mundo.”

27. “Isolados somos uma gota no oceano, juntos temos o potencial de traçar um futuro sustentável para os nossos recursos naturais, para as nossas economias e para os nossos povos.”

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Pl’COCC TD2012
Albetoaraújo

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COMENTÁRIOS – Alberto Araújopaimelhoradoa

1. “Esta é uma importante oportunidade para Timor-Leste se integrar mais activamente
com as ilhas do Pacífico, com as quais partilhamos tantas fragilidades, desafios mas
também oportunidades.”

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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