TIMOR-DIÁSPORA

TIMOR-DIÁSPORA

VISÃO EMISSÃO DA DIÁSPORA TIMORENSE

Dialogando, transmitimos experiências e conhecimentos, ideias e sonhos … e ultrapassamos diferendos e impasses  

 MAI  FALI  Eh

1. Mai fali eh – refrão  a)

Mai fali eh, fila fali eh, Mama bolu ita fali eh (bis)

Loron atu tun ona, fulan atu sae ona: Mama bolu ita fali eh  (bis)

 

2. Mai fali eh – refrão b)

Manu kokorek dadaun, Loron atu sae ona: Mama bolu ita fali eh  (bis)

 

3. Mai fali eh – refrão a)

Dalan foun nakloke ona,  tasi mane tasi feto, ro bot ro kik lori balu eh  (bis)

 

4. Mai fali eh – refrão b)

Ami tutan foho e tetuk, tasi mane tasi feto, loron fulan sei nabilan eh  (bis)

  

5. Mai fali eh – refrão a)

Balu balu sei hela, balu balu sei fila, balu balu sei mai ta’n liur  (bis)

 

6. Mai fali eh – refrão b)

Ami tutan bei no kosok, aman inan, fetosan umane:  iha lemu lemu lemu rai  (bis)

 

 7. Mai fali eh – refrão a)

Ami hari rai seluk, belun belun knua seluk: damen damen ba nafatin eh

 

 

Letra de Timor-Diáspora, adaptada por Alberto Araújo, Lisboa, 18fev2013

MAI  FALI  Eh

1. Mai fali eh – Refrão a

Vem de novo, volta de novo: a Mãe chama-te/nos de novo (bis) 

O sol já está a pôr-se, a lua já está a nascer: a Mãe chama-te/nos de novo (bis)  

2. Mi fali – Refrão b)

O galo já está a cantar, o sol já está a nascer: a Mãe chama-te/nos de novo (bis)  

3. Mai fali – Refrão a)

Novos caminhos já estão abertos, mar-do-norte  e mar-do-sul: barcos grandes e barcos pequenos levam alguns de nós (bis) 

4. Mai fali – Refrão b)

Nós prolongamos montanhas e planícies, mar-do-norte e mar-do-sul: o sol e a lua hão-de brilhar (bis) 

5. Mai fali eh –Refrão a)

Alguns, alguns hão-de ficar (na Diáspora); alguns, alguns hão-de volta (para o Interior); mais alguns, mais alguns hão-de vir para a diáspora (bis). 

6. Mai fali eh – Refrão b)

Nós prolongamos avós e netos, pais e mães, familiares por afinidade: em toda a parte, em toda a parte, em toda a parte da Terra.  (bis)

 

7. Mai fali eh – Refrão a)

Contribuirmos  para construir outras Terras; fazemos amizade com outros Povos; juntos, desenvolvemos a PAZ para sempre.    

A opção pela canção “Mai fali eh” e a mensagem da letra são inspiradas pela carta que foi escrita em Darwin, Austrália, entre Agosto e Outubro de 2000, no final do encontro dos Órgãos sociais do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT), encontro convocado, ainda na prisão em Jakarta,  por Xanana Gusmão, então Presidente do CNRT. O  encontro estava coordenado com a libertação do Xanana e sua entrada em Timor, juntamente com parte dos Órgãos Sociais do CNRT. Esta carta era dirigida a todos os irmãos timorenses que se encontravam na diáspora, incluindo todos os agentes das milícias directamente responsáveis ou não pelas atrocidades de 1999, para regressarem para a nossa MÃE-TERRA e nosso PAI-SOL . A Carta foi assinada por Xanana e todos os presentes: membros dos Órgãos Sociais do CNRT e Técnicos timorenses convidados para este encontro, onde se tentou ultimar o Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED), que incluía PEDs de curto, médio e longo prazo. 

As expressões “Mãe-Terra e Pai-Sol” são da visão dos nossos LIANA’IN de Hohulo – “Our Mother Earth (I Inan Raia) and Our Father Heaven (It Aman Leola” Cf. Elisabeth G. Traube, Cosmology and Social Life, Ritual Exchange among the Mambai of East Timor, The University of Chicago Press, pag. 36).

             “Deiki it inan

               Bale it aman

                  Boe nor it inan

                                                            Ble nor it aman”  (idem, ibidem, pág. 27)

  

NÃO ESTAMOS SÓS!

Fotos AlbAraújo, Fuiloro, TL/L, 2002

Não estamos sós. Alguns dos povos, nossos irmãos, que coabitam a nossa Ilha desde há longa data, são diásporas de remotos povos.

Há inúmeras diásporas por todo o Mundo. São paradigmáticas a diáspora judaica e a diáspora grega, sem falar de diásporas anteriores a estas e de outros lados do Mundo.

A Arménia tem 11 milhões de habitantes, dos quais, 8 milhões vivem na diáspora e 3 milhões no interior.

Da CPLP, estão na diáspora:  5 milhões de portugueses; 50% de caboverdianos; 4 milhões de brasileiros; neste momento não dispomos de dados das restantes nações.

Quantos timorenses estão na diáspora? Alguém sabe? As Embaixadas da RDTL sabem? Tirando o Referendo de 1999, a diáspora timorense nunca foi recenseada e nunca exerceu o seu direito de voto. Entregaram-se listagens de agragados familiares, alimentaram-se expectativas para as eleições em 2012, mas “Lamentamos, mas ainda não é desta vez que vão votar”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Zacarias Costa, durante a recepção ao Sr. PM Dr. Xanana Gusmão realizada no Reitoria da Universidade de Lisboa, 26set2011.

Foto JoanaAraújo, 26set2011 

 Apresentando Projecto TD2012 à Embaixada da RDTL em Lisboa 

Apresentando Projecto TD2012 ao Secretariado da CPLP 

  • FAZEMOS PARTE DA  OMD/WDO

“A Organização Mundial de Diáspora/Diaspora World Organization é um fórum que serve de cobertura/”umbrella” para organizações da diáspora com um formato de Congresso Mundial.

O fórum OMD/WDO é um espaço de criação de redes entre presidentes das Diaspora World Congress nacionais – também conhecidos como Estadistas Sem Estados (Statesmen Without States).

O primeiro Congresso da OMD/World Diaspora Organization decorreu a 24 de Maio de 2008, o dia da final do Festival da Canção da Eurovisão de 2008. Quinhentos delegados e líderes e estadistas da Diáspora, embaixadores, ministros, representantes da ONU e de organizações internacionais não governamentais compareceram ao evento, no Parliament Building.”

‘’The Diaspora World Organization is a forum for Diaspora umbrella organizations with a World Congress format. The DWO forum is a networking place for national Diaspora World Congress presidents – also known as Statesmen without States. World Diaspora Organization is a Transnational citizens’ movement, social movement for right to have transnational or multicultural identity and citizenship. World Diaspora Organization is one of main proponents of these ideas’’ (Wikipedia, The Free Encyclopedia, Junho, 2010)

 

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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