TIMOR LOROSA’E: 2002-2052

A FORÇA DO SONHO

50 anos depois, o SONHO DE MARTIN LUTHER KING é uma realidade na África do Sul de Nelson Mandela, nos países latinos, no Oriente, em quase todo o Mundo.

Imagem tirada de Google, Imagens de Martin Luther King, gelades.org.br martinlutherking2

Dentro de 50 anos, desde a independência nacional em 2002, TIMOR LOROSA’E, Interior e Diáspora, será o que quisermos que seja.: uma nação comprovadamente VIÁVEL, ESTÁVEL, com reconhecida CAPACIDADE dos seus cidadãos e com a mais alta QUALIDADE de Formação e Educação dos seus recursos humanos. A concretização deste SONHO é mais uma questão da CONSCIÊNCIA de cada membro da SOCIEDADE CIVIL que apenas de Planos Estratégicos de Desenvolvimento (PED) da governação partidária que muda de cinco em cinco anos, ou pouco mais.

Ou fazemos, e bem ou mal está feito. Ou não fazemos, então, outros farão por nós e sem nós ou contra nós. É outra versão da sabedoria popular portuguesa, ou não só: “Quem quer, vai; quem não quer, manda.”

Foto AlbAraújo, Dili, Aileu, 20mai2002index2smallolharprofundo

Timorense da Diáspora, Foto AlbAraújo, Raikau, Aileu, 2001

Dentro de 50 anos, até 2052, Timor Lorosa’e será o que o menino nosso vizinho de Raikau, Aileu, outros como ele e a geração de 2002, enfim, os Quadros Qualificados Timorenses (QQT), Interior e Diáspora, tiverem feito: tiverem feito de si próprios e tiverem feito do Povo, da Nação. Tomemos um caso concreto. RX Nasce em 1988. Em 2012, aos 24 anos, termina o curso de Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa. Em 2013, está a fazer o Ano Comum. Em 2014, se tudo continuar a correr bem, vai começar a Especialidade. Em 2019/20, daqui a cinco ou seis anos, termina a Especialidade. Entre 2020 e 2030, entre 30 e 40 anos, deverá ser uma REPRODUTORA dos paradigmas cognitivos e afectivos adquiridos, assimilados, reequilibrados, ao mesmo tempo que irá reconhecendo a inadequação dos referidos paradigmas face a velhas e novas situações. Entre 2030 e 2040, entre 40 e 50 anos, uma PRODUTORA de novos paradigmas, face às questões da Saúde Humana, assumindo, pessoalmente, como seus e num sistema de continuidade, os PARADIGMAS CONSTRUÍDOS e/ou construindo, fundamentando e partilhando, NOVOS PARADIGMAS. A partir de 2040, a partir dos 50 anos, deverá ser uma DISTRIBUIDORA dos seus paradigmas, procurando partilhar com as novas gerações a AVENTURA DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA. Se tiverem sido cumpridas as METAS do PED 2002-2020 ou do PED 2011-2030, o menino nosso vizinho de Raikau, hoje, em 2013, deve ser um cidadão formado e um profissional na sua área vocacional. Tomemos como exemplo concreto a geração da década de 40 que, na continuidade de um processo de 500 anos, constitui, em 2002 e ainda hoje, a lideranças e chefia nacional (em Timor L/L). Tomemos como exemplo concreto a geração da década de 70, que vai ser, e alguns já o são, a nova liderança e chefia nacional. Tomemos como exemplo concreto a geração de 2002. Hoje, esta geração tem 11 anos e devem estar no Ensino Básico. Daqui a mais uns quatro a seis anos será a nova geração do Ensino Secundário. A seguir, serão os candidatos ao Ensino Superior, Universitário e Tecnológico. Se tiverem sido cumpridas as MESTA do PED 20112-2030, deverão estar na situação do nosso caso concreto RX. Numa análise retrospectiva, a geração de 40 é a minha geração; o percurso do RX é análogo ao meu; os meus colegas durante os dez anos em Roma (entre 1973 e 1983) encontram-se hoje, na programada, teórica e experimentada, situação do RX. Os colegas que conheço, desde a minha chegada a Portugal em 1983, cada qual na sua área vocacional, encontram-se na linha do RX. Os meus alunos em Portugal, desde 1983, de acordo com fortuitos encontros, estão na linha do RX.

É desde 1983/85 que defendemos que QQT(Quadros Qualificados Timorenses) abrange tanto os Quadros de Base, como varredores de rua, como os Quadros de Topo, como aqueles que estão na vanguarda da Ciência e Tecnologia, aqueles que buscam, através da razão humana, as razões últimas e próximas de todas as coisas ou que (rec)constroem, (re)criam novos seres, desde coisas e animais às próprias pessoas humanas. É desde então que prosseguimos o projecto: “TODO O FORMADO É UM FORMANDO; TODO O FORMANDO É UM FORMADO”.

O PED 2002-2050 será uma realidade se a perspectiva educativa e formativa não evoluir apenas na linha de CONSTRUÇÃO ou TRATAMENTO DE FACTOS, mas, no fundo, na linha de PROGRAMAÇÃO DE FACTOS: PROGRAMAÇÃO DE FACTOS EM SINTONIA COM AS LEIS DA NATUREZA. E ESTA FAL UMA LINGUAGEM GEOMETRICOMATEMÁTICA, permitindo e condicionando o seu conhecimento e convivência e permitindo construção de cenários e leis de probabilidade, possível e efectiva…

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Alberto Araújo, 30ago2013

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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