TIMOR LOROSA’E – Sem 30ago1999 não haveria 20mai2002

REFERENDO-INDEPENDÊNCIA-REFERENDO

Sem o REFERENDO de 30 de Agosto de 1999, não haveria a INDEPENDÊNCIA NACIONAL em 20 de Maio de 2002. A INDEPENDÊNCIA NACIONAL implica um REFERENDO contínuo da vontade e do compromisso do POVO, da SOCIEDADE CIVIL e dos seus representantes democraticamente eleitos.

Fotos AlbAraújo, Mercado de Dili, 2000 copiatdadeusconflitobemvindodese mecadomuncipaldilic MERCADO-MUNICIPAL-DILI-2001 b

“Se a luta pela INDEPENDÊNCIA foi difícil, mais difícil ainda será a luta pela construção da nova HISTÓRIA NACIONAL” (Xanana Gusmão)

O “Povo timorense deve “mostrar hoje a mesma determinação na luta pelo desenvolvimento do nosso país, como fez durante a nossa luta pela
libertação”. (Taur Matan Ruak, 29 de Agosto de 2013, Betano, Comemoração do 38º Aniversário das FALINTIL)

Sem a libertação de interesses pessoais, grupais e partidários, não poderá ser assegurada nem a VIABILIDADE, nem a ESTABILIDADE, nem a CAPACIDADE e nem a QUALIDADE da INDEPENDÊNCIA NACIONAL, diríamos nós (Associação Timorense (AT) e outros em 1998).

Sem o REFERENDO de 30 de Agosto de 1999, teria sido em vão toda a luta anterior. Sem o Referendo de 1999, Timor Lorosa’e, tal como os … outros povos em todo o Mundo, estaria ainda a lutar pela sua INDEPENDÊNCIA ou AUTONOMIA. O génio do Xanana Gusmão e dos seus homens foi sai ra FRETILIN e , “das cinzas”, construir uma nova FRETILIN e do CNRM constituir o CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense, na sequência do CONGRESSO que passou para a CONVENÇÃO DE PENICHE (23-27 de Abril de 1998) (Cf. Barbedo Magalhães, Timor-Leste – Interesses Internacionais e Actores Locais, Vol II, Capítulo IV.5: “Em 1981, a Resistência renasceu das cinzas”). Foi o raro génio do Kay Rala Xanana Gusmão: um dos primeiros que passou de Presidente da República para Primeiro-Ministro. Porque, para que, como, até quando…? Do Primeiro-Ministro passou para “corrupto e corrupto”, afirma os críticos ou a oposição ambiciosa do poder? “Pelos frutos conhecereis a árvore…”

O partidarismo, em Portugal e noutros países, está em decadência e a tornar-se uma representatividade sofista e cada vez mais obsoleta. Mas, será o Povo Português quem deverá, na hora H, tomar consciência da situação e decidir sobre as mudanças necessárias ou a mudança de regime. Entretanto, em Timor L/L, e noutros em vias de desenvolvimento, o partidarismo passou a ser o símbolo e a garantia da DEMOCRATICIDADE. Em Timor L/L, o partidarismo veio substituir ou conviver (tal como durante os 500 anos de colonização) com as estruturas da organização milenária dos seus antepassados e dos seus reinos que, tendo imperado antes da chegada dos Portugueses, resistiram às pressões colonialistas ou colonizadoras políticas e religiosas; reinos que, estranhamente, parece terem desaparecido desde a guerra civil interpartidária e fratricida desde 1974 ou desde a Independência Nacional, em 2002.

MANTER VIVA A MEMÓRIA DAQUELES QUE, CONTRA TODOS OS RISCOS, VOTARAM PELA INDEPENDÊNCIA NO REFERENDO DE 30 DE AGOSTO DE 1999: ´É UM IMPERATIVO DE DEVER PARA COM TODOS AQUELES QUE DERAM A VIDA PELO SONHO DE INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Foto AlbAraújo, tirada do avião Darwin-Dili, 2002. Símbolo de TIMOR-DIÁSPORA. (?)lorosae1210301doa Timor-Diásporatimordiasporavisao

Alberto Araújo, 30ago2013

Sobre timordi

50-60 em Escola Salesiana de Lahane, Colégio de Maliana, Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Dare, Dili, Timor L/L. 1960-1965 em Macau, Seminário de S. José. 1966-1973 em Same, zona Sul de Timor L/L. 1973-1983 em Roma, LIcenciatura em Filosofia e Curriculum de Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana. 1983 em Portugal, projecto de vida - Filosofia, professor, Curriculum de Mestrado em Filosofia, Fundação e Presidente da Associação Timorense (AT) entre 1983 e 1985 (criada com objectivo particular de Espaço de Diálogo e de Formação de Quadros Timorenses na Diáspora e no Interior - Sítio: wp.timor-diaspora.com/wp-login.php). Membro da Comissão Política do Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT). Organiza e participa nos Encontros e Conferências de Vila Moura (Algarve, Portugal), Melbourne (Austrália) Darwin (Austrália). Lecciona Filosofia no Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo em Fatumeta, Dili (Timor L/L) entre 2000 e 2002. Na sequência da dissolução do CNRT em 2002, opta por desenvolver actividades na Diáspora - Defende uma Política de Diáspora; cria Assoicaição Apoio à Diocese de Baucau (Sítio - http://aadb.home.sapo.pt); organiza a comemoração na Diáspora do 10º Aniversário da Independência de Timor L/L; coordena o Grupo COCC 2012 (Comissão Organizadora de Conferências e Congressos com início de actividades em 2011/2012. Com a COCC 2012 organiza o Primeiro Congresso de Sociedade Civil de Diáspora da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a Lusofonia.
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